Amar & Cuidar

 





 

Dedico a minha Mãe (in memoriam) com gratidão e saudades eternas. 

Ela cuidou de mim até o fim, se é que existe fim.


        Dedico também a meu Pai (in memoriam) que, apesar de todas as dificuldades, de todos os problemas que enfrentamos, dos problemas de saúde e dos revezes da vida esteve ali, ao lado, sendo mais forte do que podia, ajudava em tudo o que era possível, até o fim.
           Ele cumpriu muito mais que o dever.


     Meus agradecimentos sinceros e profunda gratidão a todos que participaram, colaboraram, a quem visitou, ligou, se importou, cuidou, alimentou, chorou ou sorriu, e também aos que não vieram atrapalhar. Amigos, parentes, cuidadores (as), enfermagem, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, colaboradores domésticos, entregadores, enfim, todos que ajudaram por um minuto ou pela vida toda. Não citarei nomes, a lista é extensa, mas deveria ainda ser bem maior. Cada um sabe do meu respeito e gratidão.


Amar e Cuidar

cuidados práticos - dicas - amor


© 2025 - João Carlos de Campos - São Paulo



Apresentação - Pré-lançamento


O objetivo deste trabalho é compartilhar minhas experiências no convívio com meus pais (já falecidos) de uma forma direta e prática. Não contarei histórias, nem detalhes aprofundados, mas sim mostrarei práticas que deram resultados positivos, amenizando e às vezes solucionando alguns problemas que envolveram a nossa jornada. 

Procuro enfatizar pontos importantes que acredito serem genéricos. Não tenho a pretensão de ditar regras, nem de criar uma cartilha ou manual.
A intenção é oferecer alento e coragem a familiares e cuidadores para que a prioridade seja sempre o bem-estar (ou melhor-estar ou menos-pior-estar) do idoso/paciente. Isto é e sempre será o primeiro e mais importante ponto de qualquer ato que venha a seguir.

É muito importante ressaltar que cada caso é diferente, mesmo em quadros de demência ou outras complicações geralmente entendidas como irreversíveis. 

Nunca devemos antecipar a perda, nem aceitar um diagnóstico como definitivo, tudo é um processo e sempre existem mudanças boas e ruins. Aceitar isto e tratar a situação com firmeza, paciência, amor e respeito é o caminho para uma jornada menos dolorosa. Da mesma forma, precisamos aceitar que não temos o poder de estender a vida. Tudo deve ocorrer de forma natural. 

O luto é um assunto do qual não se deve fugir. O melhor é encará-lo de frente o quanto antes, estar preparado, aceitando o curso da vida. É um processo doloroso e inevitável, não tem hora para chegar e nem para desaparecer, eu não sei se desaparece. Por isto temos que simplesmente aceitar e passar por esta fase, mais cedo ou mais tarde, tentando superá-la da melhor forma possível.

Já o luto antecipado é uma bênção, nos ajuda a aceitar melhor e suavizar a dor da perda. Para isto o fundamental é nunca se esquecer da alegria, dos bons momentos, do carinho e do amor. Oferecer ao paciente a oportunidade de viver cada dia em paz e harmonia, recebendo toda atenção e cuidados que merece. Todos merecem.


Sem coisas boas torna-se quase impossível conviver ou superar as ruins.


A dor que não se mede, mas que se acolhe

É necessário cuidar, lembrar e continuar: sobreviver à perda e amar com presença. Lidar com a perda é uma das experiências mais complexas da existência humana. Ela nos atinge em camadas diferentes: às vezes como uma ruptura súbita, outras vezes como um silêncio que se instala aos poucos, enquanto vemos alguém que amamos partir em vida. O luto, em sua essência, não é apenas a ausência de quem se foi — é também a presença intensa do que vivemos com essa pessoa. E com isso, surge uma pergunta inevitável: como seguir vivendo sem esquecer, mas sem ser consumido?

Nenhuma fórmula dá conta da dor da perda. Quem diz que “o tempo cura tudo” talvez nunca tenha perdido alguém insubstituível. O tempo, na verdade, não cura, ele acomoda. Ele ensina a reorganizar o afeto e a dor em lugares diferentes dentro de nós. A saudade não desaparece; ela se transforma — de um buraco aberto para uma memória que, embora doa, também aquece.

Superar não significa apagar. Significa aprender a viver com a ausência sem que ela apague tudo o que somos.




Espero poder poder trazer alguma luz, ou alento, conforto, alguma ajuda prática, ou simplesmente empatia e solidariedade a todos que se dedicam ao cuidado com idosos, quiçá também aos pacientes. Isto pode parecer pretensioso, mas tenho plena convicção que a jornada pela qual passei poderia ser amenizada se eu tivesse acesso a um conteúdo como este que ofereço agora. Por isso me sinto no dever e tenho gratidão por esta oportunidade.

Importantíssimo é ressaltar que sempre se deve consultar profissionais específicos para cada assunto, consultá-los, tirar todas as dúvidas, nada que eu compartilho aqui deve ser visto como padrão, regra, receita pronta ou generalização. Tenha e mantenha sempre acesso à redes particulares ou públicas de apoio, essencialmente nas áreas de saúde e assistência social; tanto para paciente como para o cuidador. Cada caso é diferente e o que mostro é apenas o que aprendi no processo. Pode ser útil, mas tem que ser avaliado, consultado, adaptado ou simplesmente considerado ou até mesmo desconsiderado de acordo com as necessidades de cada caso. Pode ser inútil para você neste momento, mas pode ser importante num futuro qualquer. Todos podemos vir a passar pela situação de cuidador ou de paciente e estas situações são melhor enfrentadas se pudermos evitar ser pegos de surpresa. 


João Carlos "de Castro" Campos - jul/25



                                                   LANÇAMENTO EM AGOSTO  

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